:: Marvel no Divã: Eddie Brock


Após ter tido o privilégio de conhecer e ajudar três dos mais importantes heróis da Marvel - Matt Murdock, Bucky Barnes e Tony Stark - experimentou recentemente a temerosa sensação de estar frente a frente com uma dos mais perigosos homens da Casa das Idéias; Eddie Brock. Segue abaixo o laudo do psicólogo.

(Nota: o texto abaixo é uma tradução integral do texto de Tim Stevens publicado na coluna semanal Psych Ward no site oficial da Marvel)

Eddie Brock é um homem adulto, de apresentação malicenta e com traços físicos e palidez condizentes com seu diagnóstico terminal de câncer. O cliente fala de maeira silenciosa, em tons ofegantes, e expressa, através de sua linguagem corporal, tanto o desconforto físico quanto o psicológico que vem constantemente experimentando. Durante a conversa ele transitou de gentis momentos de concordância e conformidade sobre tudo o que fez, muito próximos a um arrependimento incapacitante a surpreendentes episódios de violenta discordância. Quaisquer debates sobre o vigilante uniformizado Homem-Aranha, o assassino serial Kletus Cassady, também conhecido como Carnificina ou o próprio passado de crimes de Brock, em particular, eram quase um garantia de extrair do cliente este último comportamento.

Atualmente, Brock está sob supervisão hospitalar devido ao rápido progresso de sua doença e foi obrigado a participar de sessões quinzenais de terapia devido a suas ações homicidas e suicidas anteriores e por ter reincidido em ideações de mesma natureza pareadas com alucinações visuais e auditivas sobre algo que o cliente chama de "o simbionte".

Devido a natureza incomum da natureza delitosa de Brock como o criminoso conhecido por Venom, diagnosticar quaisquer desordens das quais ele possa sofrer é particularmente difícil. Ele identifica muitos de seus comportamentos como sendo culpa do simbionte, uma criatura alienígena que, aparentmente, uniu-se a Brock há algum tempo atrás e o eliciou a atividades criminosas e de vigiantismo ao longo dos anos. Entretanto, uma sondagem sobre as emoções do cliente revela que os crimes que o alienígena cometeu refletem os sentimentos de Brock. Por exemplo, o simbionte esteve repetidamente envolvido em ataques ao Homem-Aranha, alguém que Brock reconhece que, de fato, odeia. Este é o caso de vários outros incidentes, de modo que quase todos os crimes violentos perpetrados pelo simbionte podem ser relacionados a alguma emoção negativa que Brock estivesse sentindo.

Portanto, é possível tratar o relacionamento do cliente com a entidade alienígena de maneira similar a de um viciado e a substância de sua escolha, ou seja, as atitudes tomadas sob influência podem ser rejeitadas pelo viciado (ou, nesse caso, Brock) e compreendidas por ele como culpa da substância e não devido a si mesmo, que é uma "boa pessoa" ou algo do gênero. Pode até mesmo ser verdadeiro que em condições normais eles - os viciados - não se comportariam de tal maneira. No entanto, a responsabilidade de seus atos ainda são deles, assim como são os pensamentos, sentimentos e idéias que serviram de base para o ato, independentes dos fatores. O cliente diz compreender este conceito, mas alega ser "diferente" com ele.

Parte da inabilidade do cliente em aceitar sua responsabilidade está ligada a sua profunda fé católica. Ele alega ser católico e admite que suas ações passadas lhe trazem imensa culpa devido a como são vistas sob a doutrina de sua religião. Para aliviar a culpa causada por esta dissonância cognitiva, Brock transfere a responsabilidade de seus atos para o simbionte, sentindo-se, temporariamente, livre da vergonha.

Há evidências significativas para sugerir, entretanto, que Brock traz alguns fatores de risco para doença mental em sua vida anterior a Venom. Tendo crescido com um pai que lhe negava qualquer tipo de afeição, o cliente foi impelido a suprir a ausência de sentimentos positivos através da excelência em qualquer área de atividade de sua vida. Sua falha em conseguir estabelecer uma conexão com seu pai estaria presente em suas interações com as outras pessoas, levando-o a constantemente buscar esta atenção em terceiros e a adoação de todos aqueles que o cercassem. Esse comportamento, é claro, levaria Brock a uma desonra publicamente conhecida e ao colapso de sua carreira jornalística; os primeiros episódios que ele descreveu como sendo a razão por ter se unido a entidade alienígena.

Também presente em sua fase pré-Venom há a propensão para o suicídio. Em sua recente história de suicídio, marcada por pelo menos três tentativas nos últimos meses, ecoam pensamentos suicidas que surgiram logo após a dissolução de sua carreira. Caso não tivesse encontrado o simbionte quando disse que o encontrou, é bem provável que teria tentado o suicídio naquele mesmo dia ou pouco tempo depois.

Sendo assim, é recomendado que Brock seja mantido sob supervisão intensa e restrições severas, o que inclue qualquer tipo de uetnsílios que não sejam de plástico. Apesar de seu quarto já ter sido averiguado, é altamente recomendado que a equipe continue a procurar por objetos afiados todos os dias a fim de assegurar que o cliente não fez qualquer tipo de "contrabando" para seu aposento.

A fim de lidar com a negação de Brock foi sugerido a ele que ingresse nos encontros dos Viciados Anônimos, pois, apesar de sua relação com o simbionte não se enquadrar tradicionalmente no ciclo de um vício típico, há muitas similaridades - principalmente a crença de Brock em um poder maior - que indicam que tais encontros poderão ser úteis e interessantes para ele.

Por fim, recomenda-se que o cliente mantenha o uso da medicação prescrita para o combate da depressão, ideações suicidas e homicidas e suas alucinações.

A fim de melhor acompanhar o andamento do caso de Brock é sugerido verificar o episódio intitulado "Novas Formas de Morrer" publicado em Homem-Aranha nº 92 pela editora Panini neste mês de agosto.

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:: A volta do Onomatopéia


Foi divulgado ontem no site da extinta revista Wizmania a intenção da Panini de lançar em outubro a mini-série de Kevin Smith envolvendo o defensor de Gotham, Batman.

Escrita por Kevin Smith (Demolidor: Diabo da Guarda) e desenhada por seu colega de filmes, ator, proprietário de comic-shop e artista Walt Flanagan, Batman - Cacofonia foi publicado originalmente como uma mini-série em 3 edições trazendo o vilão Onomatopéia como antagonista do homem-morcego na tentativa de trazer o caos para Gotham. No Brasil a mini-série será lançada em uma edição encadernada de 100 páginas, segundo o blog da Wizmania.

A primeira aparição do Onomatopéia foi em uma história de duas partes durante a passagem de Kevin Smith pelo título do Arqueiro Verde, tendo sido lançada aqui no Brasil como parte da excelente mini-série Arqueiro Verde: Espírito da Flecha (ed. Panini, 2002 a 2003). Após isso ele teve raras e pequenas participações no Universo DC.

"
Após Arqueiro Verde nós nunca o usamos [Onomatopéia] de fato, pois sentíamos que ele era único para o Kevin", disse Dan Didio, editor-chefe da DC. "Então, quando ele veio e disse que queria fazer uma história com Batman e Onomatopéia não pudemos resistir."

O que se sabe do vilão até o momento é que ele possui a capacidade de reproduzir qualquer tipo de som, além de ser também excelente lutador, tendo deixado Connor Hawke - o mesmo que derrotou Shiva - às portas da morte.

O site da Wizmania anunciou que neste trabalho será mostrado um Batman extremamente comunicativo, totalmente diferente da figura calada com a qual os leitores estão acostumados. Por sua vez, Onomatopéia é um personagem de poucas palavras. Nenhuma, aliás, emitindo somente a reprodução de sons.

Com roteiro do ótimo Kevin Smith e apresentando dois personagens tão singulares Batman - Cacofonia, sem dúvida, será um dos melhores lançamentos de outubro. Basta torcer para que a Panini consiga lançar a edição no prazo que propôs.

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:: Mini-série dos Dez Grandiosos


Em meio a tantos super-heróis voando pelos céus de várias cidades dos EUA é possível dizer que os leitores dos quadrinhos do gênero conhecem um pouco sobre estas cidades e a cultura de seus habitantes sem nunca terem visitado o país. Enfim, em meio a disseminação tão forte da cultura estadosunidense a DC irá lançar a mini-série The Great Ten abordando a cultura e história chinesa.

Assim como o século 20 ficou conhecido como o "século americano" devido a ascensão político-econômica dos EUA sobre o mundo e o anterior como o "século britânico" devido ao poderio da coroa britânica, a época atual vem sendo chamada de "século chinês" visto a crescente influência da China sobre as transações comerciais do planeta.

The Great Ten será uma obra em 10 edições ambientada justamente no alvorecer do "século chinês" e seá protagonizada pelos Dez Grandiosos, os "super funcionários" da República Popular da China criados por Grant Morrison na mini-série 52. Escrita por Tony Bedard e desenhada por Scott McDaniel a série mostrará a equipe enfrentando seu maior desafio quando divindades da China Antiga retornam para destruir as regras do comunismo chinês.

"Quando saí do colégio, diz Bedard, mergulhei na filosofia oriental; taoísmo, budismo, zen, etc. Ao mesmo tempo li Homem-Animal e me tornei um fã fervoroso de Grant Morrison desde então. então, surgiu para mim a oportunidade de fazer uma série dos Dez Grandiosos, de complementar estes personagens que Grant concebeu e sapatear sobre o potencial de histórias deles e de seu país. É a chance de fazer algo diferente com super-heróis".

De fato, o escritor tem azão em dizer que é a chance surgir algo novo envolvendo super-heróis, pois será a oportunidade de abodar o gênero dentro de ouras culturas. Evidentemente, sendo um gênero de leitura surgido nos EUA, os super-heróis tiveram quase que a totalidade de suas histórias ambientadas naquele país e, consequentemente, a cultura que os cerca foi disseminada dentre seus leitores.

No entanto, a DC parece estar se interessando em usar seus personagens para explorar novas realidades e costumes, como é o caso desta mini-série e de um projeto anunciando anteriormente aqui no SOC!, The Ninety-Nine, no qual será mostrado um crossover entre os heróis da casa e a equipe de super-heróis muçulmanos, os 99.

Quanto ao trabalho de Bedard nessa mini-série só podemos esperar que seja realmente fiel aos costumes e características da realidade chinesa e não uma representação simplista do imaginário popular, a mesma que já fez o Brasil ser retratado várias vezes nos quadrinhos estadosunidenses como um país tomado pela selva e com zebras e girafas andando entre a mata.

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:: Sexto capítulo de Superman no Wednesday Comics


Hoje é dia de Wednesday Comics nos EUA e de mais uma tira online da história do Superman publicada no periódico.

O sexto capítulo da busca de sua si mesmo realizada por Kal-el já está online no site oficial do jornal estadounidense USA Today. Clique aqui para ler.

Em um capítulo totalmente sem diálogos a arte de Lee Bermejo e as cores de Barbara Ciardo comandam o espetáculo e apesar do espaço restrito de uma página o artista sabe usá-lo muito bem, com cenas que ocupam grande área e outras menores que dizem muito.

Não sei como estão as outras histórias publiadas semanalente em Wednesday Comics, mas se estiverem no mesmo nível do trabalho que vem sendo realizado pro Bermejo, Ciardo e John Arcudi estão de ótima qualidade.


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:: review: Brainiac


Em 1978 Superman enfrentou Lex Luthor pela primeira vez em "Superman - O Filme" e tornou a enfrentá-lo em 1980 em "Superman II", quando bateu-se também com General Zod, Ursa e Non, os kryptonianos aprisionados na Zona Fantasma. Agora, em 2009, Christopher Reeve volta a viver o homem de aço contra Brainiac.

Talvez você não esteja entendendo, mas entenderá ao ler o arco "Brainiac" (Superman n°80 e n° 81, ed. Panini, 2009) de Geoff Johns e Gary Frank, no qual o vilão, inimigo de qualquer forma de vida é apresentado pela primeira vez. Isso mesmo! Caso você seja leitor de Superman há, digamos, mais de 70 anos, e pensa que já conhece a entidade que responde por Brainiac, pense melhor.

Neste arco Geoff Johns consegue a façanha de apresentar pela primeira vez um vilão que já é conhecido dos litores desde 1952. Para isso valeu-se de um recurso que utilizou recentemente com outro antagonista do Superman, o Homem dos Brinquedos, na edição 79 da revista Superman (ed. Panini, 2009).

O roteiro é simples: mostrar como Brainiac entrou na vida do Superman, apresentar um confronto entre os dois e, finalmente, a resolução da trama. Um roteiro simples, mas que apresenta com maestria uma dinâmica da vida do herói na qual são amarrados elementos atuais, como a Supergirl, com antigos da mitologia do herói, como Kandor, a cidade engarrafada.

Porém, o toque definitivo de "Brainiac", o que torna o arco uma obra realmente inesquecível fica por conta da arte de Gary Frank. Neste arco o artista "simplesmente" caracterizou Clark/Superman como Christopher Reeve em todos os quadrinhos em que aparece, assim como Margot Kidder surge em todas as cenas de Lois.

Além disso há, claro, o inesperado final do arco, no qual nenhum fã de Superman conseguirá passar sem se emocionar. O arco conseguiu trazer para a mitologia do herói algo até então inédito; uma comunicação entre quadrinhos e cinema na qual um não é escravo do outro, como ocorreu com o Homem-Aranha , por exemplo, ao ter sua teia repentinamente alterada para orgânica em decorrência de seu filme. Em "Brainiac" a impressão que fica é a de não sabermos se estamos lendo a quadrinização de um filme ou se este é o roteiro em forma de quadrinhos de um filme ainda a ser produzido.

O fato é que o arco deixou bem clara a sensação de que o Superman interpretado por Reeve é o mesmo que temos lido há décadas e que Reeve É o Superman. Enfim, se você leu o arco "Brainiac" e não se emocionou, desista! Definitivamente, Superman não é do seu agrado.

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:: Pequeno Parker - 2° temporada


Na quinta-feira passada Peter Parker voltou das férias. Não o Parker que conhecemos, que se veste de Homem-Aranha e combate o crime nas ruas de Manhattan, mas sim um que tem problemas muito maiores. Começou a 2° temporada do Pequeno Parker de Vitor Caffagi.

O série semanal havia sido interrompida na tira n°52, mas agora está de volta mostrando toda a magia e fantasia da infância, traços característicos deste trabalho de Caffagi. A primeira tira da 2° temporada já pode ser conferida no blog do autor, no qual ele explica como baseou-se em cenas do filme "De Volta para o Futuro" para produzi-la.

Nos últimos anos o quadrinho nacional vem ganhando muita força, alguns valorizando elementos de nossa própria cultura, alguns de outras culturas. Mas, o trabalho de Caffagi aborda algo muito familiar e maior do que qualquer cultura; a infância. Nada mais adequado do que o autor usar o filme "De Volta para o Futuro" como referência, pois seu trabalho sempre nos leva a uma época passada, muito mais mágica e inocente. Dá-lhe, Caffagi!

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:: Demolidor por Grampá


A pedido de Warren Simons, editor do título do Demolidor, o excelentíssimo artista gaúcho Rafael Grampá (Mesmo Delivery) produziu uma incrível imagem do herói cego.

A imagem será uma pin-up usado na edição 500 de Daredevil e foi divulgada pelo próprio artista em seu blog, no qual explicou sobre sua concepção do personagem. "Matt Murdock é filho de boxeador e por isso minha versão pro personagem é uma mistura de super-herói, boxeador e lutador wrestler", comentou ele.

Inicialmente o sentido radar do Demolidor não chama a atenção nesta imagem, mas Grampá teve o representou a sua maneira. "Eu nunca gostei dos gráficos em estilo 'eletrônico' que alguns artistas desenham para representar o radar do personagem. Ele não é uma máquina e sempre imaginei que a representação desse radar deveria ser mais orgânico e foi o que tentei fazer".

Mais do que o Homem-Aranha ou o Batman, o Demolidor, apesar dos poderes, sempre foi um personagem muito humano, um personagem real, do qual se é póssível imaginar que apesar de bater muito forte também apanha bastante. Ele é falho, defeituoso. Um homem que veste uma roupa improvisada, vai para a rua a procura de encrenca e volta para casa totalmente ferido. Mais do que qualquer outro artista Grampá conseguiu passar essa sensação de realidade em sua imagem.

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:: Homem-Aranha nas Guerras Secretas


A Marvel anunciou para dezembro o lançamento de uma nova série que irá explorar uma antiga saga da editora, as Guerras Secretas. Enquanto, para muitosesta série possa ser entendida como uma estratégia pouco criativa da editora em aumentar seu faturamento, para alguns fãs xiitas do Homem-Aranha - dentre os quais o escritor destas linhas - é uma ótima oportunidade para revisitar uma das melhore fases o personagem e ler boas histórias podendo desconsiderar os atuais "eventos demoníacos" da vida do personagem.

Spider-Man and the Secret Wars será uma série limitada contada pelo escritor Paul Tobin e o artista Patrick Scherberger que mostrará aventuras do Homem-Aranha durante o período que esteve no mundo criado por Beyonder durante as Guerras Secretas. O site Newsarama informou que os leitores poderão esperar encontrar momentos como o Aranha, o Coisa e o Dr. Destino protegendo a cidae de Denver de uma horda de alienígenas carnívoros, o Homem-Aranha e Encantor contra Galactus e outros episódios como estes. O mesmo site entrevistou a dupla criativa e trouxe mais algumas informações sobre o que podemos esperar para esta série.

O escritor disse que a série buscará explorar de maneira mais abrangente alguns momentos de Guerras Secretas. "Qualquer coisa desde o Homem-Aranha ganhando o uniforme negro até como Titânia e Vulcana, de repente, surgiram no meio a história. Algo que estou tentando explorar é como a cidade de Denver foi parar no mundo das Guerras Secretas graças a um capricho de Beyonder".

O desenhista da série explicou que tentou se manter o mais próximo possível dos conceitos de Mick Zeck (desenhista de Guerras Secretas), mas alguns personagens sofrerão algumas alterações. "Alguns pequenos ajustes em certos uniformes foram feitos, diz Scherberger. O [uniforme] da Mulher-Hulk foi o único que consigo me lembra que sofreu grande altração". Disse também que não queria reescrever todo o design dos personagens, "Afinal, esse projeto foi concebido para adequar-se a série original", completou. Além disso disse também que tentou deixar a tecnologia apresentada na série também muito próxima daquela que foi apresentada na série original.

Inicialmente os eventos mostrados em Spider-Man and the Secret Wars não afetarão a cronologia do personagem, no entanto as palavras de Tobin não resolvem a questão com tanta firmeza. "É sempre possível que algo que façamos aqui possa ser expandido ou revisitado", diz ele.

Apesar do evento ainda estar há quatro meses de distância Tobin já deixou uma pista de qual será o início da série ao falar sobre um de seus momentos preferidos da saga original. "A chamada da quarta edição de Guerras Secretas, 'Abaixo de 150 bilhões de toneladas está o Hulk ... e ele não está feliz'. Eu adoro essa edição, então acho que já dá pra imaginar qual será o roteiro da pimeira edição, não?" Para quem não conhece a saga original ele se refere ao antológico episódio no qual uma montanha é arremessada sobre todos os heróis Marvel e como o Hulk interpõem-se entre eles segurando toneladas de rocha.

Já Scherberger disse que não pretende dizer qual é seu momento preferido em Guerras Secretas a fim de não estragar a surpresa, mas em outro momento da entrevista confessou que tem muita vontade de desenhar o Capitão América. "Eu gosto dos outros personagens, disse, principalmente o Aranha. Mas, estou louco para desenhar o Capitão um pouquinho".

Quando comecei a ler quadrinhos em 1992 ouvi muitas referências sobre Guerras Secretas e não entendia o que era, mas já compreendi que era algo muito importante. Aos poucos, através de referências e de um resumo de 22 páginas publicado em Capitão América n° 119 (ed. Abril, 1989) comecei a compreender um pouco melhor. Por fim, depois de alguns anos consegui juntar as 12 edições que a editora Abril lançou e pude compreender porque a saga foi tão importante para o Universo Marvel. Além de ter sido o primeiro grande evento da editora, trouxe uma excelente equipe crativa e mostrou eventos que impactaram os suer-heróis da editora durante anos, como a substituição do Coisa pela Mulher-Hulk durante algum tempo ou o surgimento de Lockheed, dragão de Kitty Pryde dos X-Men ou do uniforme negro do Homem-Aranha, o qual veio dar origem ao Venom anos mais tarde.

Essa revisita a Guerras Secretas tendo o Homem-Aranha como protagonista será uma ótima oportunidade para quem não conhece a saga conhecê-la e para quem conhece reviver momentos clássico - como o Hulk segurado a montanha ou a destruição do escudo do Capião América - e conhecer novos ângulos da maxi-série. Mas, o mais importante, servirá para os aracno-fãs xiitas ignorarem que Mefisto alguma vez cruzou a vida de Pete Parker e acompanhar o herói em uma de suas melhores fases.



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:: Doc Savage encontra o homem-morcego


No mês passado foi noticiado aqui no SOC! TUM! POW! a iniciativa da DC em resgatar personagens da era pulp e relançá-los em um cenário estrelado somente por heróis sem poderes como Spirit, os aviadores Falcões Negros e a garota da selva, Rima. Ontem a DC anunciou em seu blog oficial, The Source, mais uma novidade; um encontro entre Doc Savage e Batman.

Como anunciado pela DC a Primeira Onda - tradução literal de First Wave - terá roteiros de Brian Azzarello (100 Balas) e arte de Rags Morales. No entanto, em novembro será lançado um trabalho do escritor com o artista Phil Noto que, segundo o próprio The Source servirá como alicerce para todo o cenário que irá surgir em Primeira Onda. "Tudo começa aqui", disse Alex Segura no blog do Universo DC.

O especial em questão é simplesmente um encontro entre um dos mais durões dos heróis da era pulp e o mais imbatível dos heróis - com e sem poderes - do Universo DC.

Batman/Doc Savage Special sairá em novembro, mas a capa com arte de J. G. Jones já pode ser vista ao lado.

Bem, se a intenção da DC é que Primeira Onda seja um cenário tipicamete de heróis sem poderes e a intenção é inseri-lo no universo atual da editora, nada mais adequado do que um encontro com o principal herói da série com o principal herói sem poder do UDC. Agora, uma pergunta; quem está vestindo o manto no morcego nesse caso? Bruce Wayne ou Dick Grayson?

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:: Marvel no Divã: Tony Stark


Tim Stevens recebeu em seu consultório o ilustre Tony Stark, atual diretor da S.H.I.E.L.D. e Vingador, para algumas sessões de terapia e apresentou o seguinte laudo.

Tony Stark é um homem adulto que aparenta saúde física acima a média. Geralmente ele se mostra como uma pessoa sipática, inteligente e à vontade. Seus modos de falar e de agir evidenciam que ele cresceu em uma classe alta e recebeu educacação de alto nível. Como pôde ser observado o cliente é descontraído e dado a conversa, mas pode se fechar rapidamente quando toca-se em algum assunto do qual ele não se sinta confortável a falar. Em particular assuntos referentes à chamada Guerra Civil envolvendo super-heróis ou a batalha atual para o registro de super-humanos.

Atualmente Stark é a cabeça tanto da força mantenedora da paz o mundo, a S.H.I.E.L.D., e de sua própria companhia, a Stark Internacional. O cliente também continua a atuar como o herói blindado Homem de Ferro e serve a equipe de super-heróis oficialmente sancionada conhecida como Vingadores.

Durante algum tempo Stark teve um diagnóstico Eixo I (nota: diagnóstico dado a quadros de desordens mentais severas, assim também como para desordens de aprendizado ou de desenvolvimento) devido a dependência de álcool. Sua desordem está atualmente em remissão e o cliente continua sua luta diária contra o álcool com a ajuda do Alcoólicos Anônimos e de um colega super-herói cujo nome foi omitido por Stark. Como o anonimato faz parte das regras do Alcoólicos Anônimos, omitir o nome dessa pessoa não trará nenhuma compliação para o processo terapêutico.

O que não foi formalente diagnosticado dentro do grupo Eixo I, mas que em minha opinião profisional deveria ser, é o quadro de depresão severa do cliente. De acordo com relatos do próprio Stark ele experienciou pelo menos dois episódios recentemente: quando a S.H.I.E.L.D. tentou se apoderar de sua companhia comprando os direitos da empresa e quando Obadiah Stane confiscou a Stark Internacional. Apesar de ambos os episódios terem tido a presença abusiva do álcool compreendo que a depressão leva ao alcoolismo, não vice versa.

Complicando o quadro de saúde mental de Stark há os sintomas típicos de um diagnóstico do grupo Eixo III (nota: condições médicas agudas e dirsordens físicas), visto que o cliente tem um histórico de doença cardíaca e dificuldades neurológicas. Estas condições requisitaram que ele usasse constantemente uma placa peitoral recarregável e, posteriormente, que fosse mantido em animação suspensa. Apesar dessas condições não aparentarem serem de algum risco para o cliente atualmente é necessário que sejam mantidas sob observação.

Muito mais grave é a recente infecção de Stark pela doença experimental conhecida como Extremis. Apesar do cliente relatar que isso foi uma benção para ele é conhecido que outras pessoas expostas anteriormente a essa doença vieram a óbito, sendo esta uma pequena evidência que coloca em cheque os benefícios concedidos por Extremis. O cliente deve ser constantemente monitorado e submeter-se a exames físicos semanais até uma conclusão realmente efetiva do que a infecção Extremis pode lhe causar.

Stark alcaçou parcialmente seu objetivo principal, manter-se sóbrio. No entanto, apesar de estar sem beber há algum tempo ele também não tem comparecido a reuniões alegando estar "muito ocupado". Quando confrontado com a informação de que este é o discurso de muitos que desligaram-se do programa de recuperação e, posteriormente, tiveram uma recaída o cliente disse que iria ponderar sobre esta informação.

Ele também vem lutando para atingir seu segundo objetivo; manter uma comunicação aberta e honesta, mas ainda continua propenso a reservas e manipulações, práticas que ele próprio reconhece que acabam lhe trazendo imenso sentimento de culpa. O fato é que sua atual posição na S.H.I.E.L.D. complica ainda mais a questão das intrigas e manipulações, mas a recomendação de que se afastasse do cargo não foi levada em consideração por Stark.

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